O cantor e compositor Diogo Melim lançou no dia 15 de abril seu primeiro álbum solo, intitulado Rascunhos, marcando um novo momento em sua carreira após anos de sucesso no trio Melim. O projeto, produzido por Pedro Breder e lançado pela Universal Music Brasil, reúne canções autorais que transitam pelo pop com influências diversas, guiadas por uma narrativa confessional e biográfica.
Com oito faixas, o álbum apresenta um mergulho na identidade artística do cantor, explorando sentimentos, relações e reflexões pessoais. O primeiro single, “Mil Versões”, chegou acompanhado de um videoclipe no dia 16 de abril, com participação especial da influenciadora Nanda Caroll, esposa do artista.
Um álbum que nasce da intimidade
“Rascunhos” abre com a faixa “Nem Sei”, que traz um violão marcante e uma declaração de amor direta. No refrão, Diogo canta: “Baby, para pra ver, o amor floresceu! Seu beijo encaixou perfeito no meu. Para pra ver que eu sou todo seu! Nem sei quem sou eu sem você”, evidenciando o tom emocional que atravessa o disco.
A proposta do álbum é clara desde o início: construir uma conexão íntima com o ouvinte por meio de letras sinceras e sonoridades acessíveis. Essa característica se mantém ao longo das faixas, consolidando o trabalho como um retrato pessoal do artista.
Sonoridades diversas e influências marcantes
A canção “Mil Versões” apresenta uma estética synth pop, com versos como “a vida passa ligeira, mas me faça o favor de ficar! Mil versões de você, passageiras, todas elas aprendo a amar”, reforçando o estilo sensível e contemporâneo do projeto.
Já “Cadeira de Praia” traz uma atmosfera que dialoga com a bossa nova, sem abandonar o pop, com trechos poéticos como “teu amor é sombra e água de coco”. A faixa reforça a versatilidade musical do cantor, que equilibra referências clássicas e modernas.
Em “Desamor”, o artista aposta em uma abordagem autoirônica, com batida dançante e piano pulsante. A letra brinca com o fim de um relacionamento: “Eu não vou tatuar seu nome. Eu vou te rabiscar dos planos. Quis decorar seu telefone. Eu quero te ver bem. Bem longe!”.
Parcerias e experimentações sonoras
O álbum também se destaca pelas colaborações. Em “Quebra-Cabeça”, Diogo divide a composição com Vitão, explorando influências do neo soul em uma faixa sofisticada e envolvente.
Outro destaque é “Procurando Rosas”, que apresenta arranjos orquestrados e uma interpretação mais introspectiva. Na canção, o artista revela vulnerabilidade ao cantar: “logo eu, que era um cara frio, sentindo calafrio de amor?”.
Encerrando o disco, “Luzes e Faróis” traz uma atmosfera leve e otimista, simbolizando novos caminhos na carreira do cantor. A faixa funciona como um respiro após as intensas emoções exploradas ao longo do álbum.
Nova fase após trajetória consolidada
Antes de sua estreia solo, Diogo Melim ficou conhecido nacionalmente como integrante do trio Melim, ao lado dos irmãos. Paralelamente, construiu uma carreira sólida como compositor, assinando sucessos para artistas como Luan Santana, Ivete Sangalo, Jorge & Mateus, Ferrugem e Dilsinho.
Agora, ele volta o olhar para o próprio repertório com mais maturidade e autonomia artística. “Felicidade imensa para mim e toda equipe por ter sido abraçado novamente pela Universal, dessa vez como artista solo. Me sinto em casa por todas as experiências incríveis que passamos juntos nos últimos anos e tô muito empolgado para os próximos passos”, afirma o cantor.
Reencontro com a própria essência
Mais do que um álbum de estreia, “Rascunhos” representa um reencontro de Diogo Melim com sua própria essência artística. O projeto revela um artista que explora suas emoções sem filtros, criando um trabalho que, embora íntimo, dialoga com experiências universais.
A combinação de letras confessionais, diversidade sonora e parcerias estratégicas posiciona o álbum como um marco na trajetória do cantor, abrindo caminho para uma nova fase promissora na música brasileira.

